Planos
23 , agosto 2007
Eu juro que fujo contigo, se não formos para um mundo perfeito. Eu juro, eu descasco batatas, eu lavo pratos, eu limpo calçadas, corto grama e faço cabelos e barbas. E quando nada disso bastar, eu arrisco uma poesia, dessas que duram a eternidade de uma tarde. Sei que por gentileza sorrirá, talvez até corrija palavras inoportunas. Repetiremos isso muitas e muitas vezes, deixando a vida assim: metrica livre; sem rima. E se for possível, confundamos [co-fundemos] tudo, imperfeitamente. E depois de chorar, sorríamos dos erros, como se eles fossem piada, e o passado, perfeito. Eu juro que fujo contigo, para fazer da minha memória um mundo perfeito.