Um caso de Traição

12 , fevereiro 2007

Eu já nem sei se beijei a menina da escola ou a atriz do cinema. Na verdade, as circunstâncias eram iguais. Uma sala de cinema, luzes apagadas, ela tava do meu lado. Os lábios vermelhos, mesmo em silêncio, pediam meus lábios. Eu via a atriz, a menina, os lábios e Àquela altura já era eu quem queria o beijo. Ela estava ao meu lado. Beijei-a. A menina ou a atriz, não sei. Traí uma com outra, outra com uma. Só não traí minha paixão pelas duas que cheia fascinio terminou num happy end hollywoodiano. Depois da sessão, o sorvete. Depois do sorvete o adeus. E voltam os dias normais.

Solidão começa só.

11 , fevereiro 2007

As vezes é amargo o sabor da solidão. Provar as próprias palavras e pensamentos quando se acha precisar de outras companhias. Querer ouvir coisas belas quando a realidade é feia. Falar de solidão é cruel mas o problema, mesmo amargo, não é tão ruim assim. A solidão acaba sendo um encontro com si mesmo. Encarar e questionar a própria fé sem intermediários. Quais são mesmo os meus valores? Ser inclusivo ou exclusivo? Solidão, como o nome já mostra, começa só.

Quando não há nada que interesse para se prestar atenção, olhamos para o tempo. E ele de pirraça, se faz lento. Num tic-tac violento, se arrasta. É tedio. É veneno. Meus olhos se cansam e só envelhecem.

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.